Com mais de 150 casos registrados este ano Alta Floresta reforça ações contra a dengue

A Vigilância Ambiental em Alta Floresta vem intensificando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses como dengue, Chikungunya e Zika vírus, e faz um alerta à população sobre os cuidados para conter a proliferação do mosquito. Somente neste início de ano, o município registrou 154 notificações de dengue.

Por meio do assessor de saúde pública, Edson Rodrigues, a Vigilância Ambiental pede a sensibilização da população para procurar a Unidade de Saúde de seu bairro em caso suspeito de dengue. A importância das notificações de dengue nas unidades tem como objetivo o monitoramento dos pacientes, por parte da vigilância Ambiental essas informações servem para as medidas de controle, trabalhando na prevenção de novos casos. Por meio de visitas domiciliares, e controle químico.

Com o período chuvoso intenso no município, as visitas das Agentes Comunitárias de Endemias – ACE, ficaram comprometidas, eram realizadas em torno de 3.500 a 4.000 visitas por semana, com as chuvas, essas possibilidades de visitação caíram e são realizadas em média 2 mil visitas semanais, comprometendo o cuidado.

“Nesse período é fundamental que o morador tire 10 minutos por semana e olhe o seu quintal e elimine todos os recipientes que possam acumular água. A agente passa a cada 60 dias nas residências, então, nesse intervalo, é importante que o morador faça a sua parte e mantenha os cuidados em seu quintal”, apontou Rodrigues.

Os dados epidemiológicos do primeiro trimestre apontam 154 notificações de casos de dengue, sendo os bairros Cidade Bela, Boa Nova 1, 2 e 3, São José Operário e Santa Maria, os setores com maior incidência de registros.

Os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano e intensificados nesse período chuvoso. O Aedes aegypti passa por quatro etapas até chegar a forma de mosquito: ovo, larva, pupa e forma adulta. Este ciclo varia de acordo com a temperatura, disponibilidade de alimentos e quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro. Em condições ambientais favoráveis, as fases de ovo à forma adulta podem ocorrer de 7 a 10 dias. Por isso, a eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana para que o ciclo de vida do mosquito seja interrompido.

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