O caminhoneiro Haroldo Duarte da Silveira (32), que estava preso pela suspeita de ter contaminado quatro mulheres com HIV (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), passou a responder o processo na Justiça Criminal. A Justiça aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual no dia 7 deste mês, e ele virou réu. O processo contra ele tramita na 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
Haroldo foi indiciado por quatro tentativas de feminicídio e está preso desde o dia 29 de agosto deste ano. Segundo a Polícia Civil, há mais dois inquéritos em andamento para investigar a conduta dele em relação a outras duas vítimas. A materialidade dos crimes foi comprovada após exames laboratoriais das vítimas e do acusado.

As vítimas afirmaram à polícia que, durante as relações sexuais, Haroldo não anunciou ser portador da doença e não usou métodos contraceptivos. De acordo com a Polícia Civil, o acusado agiu com dolo – quando há intenção de cometer o crime – porque assumiu o risco de contaminar suas parceiras com “doença que se não detectada e tratada poderia levar a morte”.
Em depoimento, o acusado confessou o crime. Uma das vítimas disse que descobriu o vírus durante exames de rotina. Ela contou que, durante o tempo em que foi casada com o suspeito, ele nunca falou sobre a doença.
Eu gostava dele e, como já estávamos juntos há um tempo, aceitei ter relação sem preservativo.




























