O STF (Supremo Tribunal Federal) retomará na tarde desta quarta-feira (4) o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra sua prisão na Operação Lava Jato. E a pressão sobre esse julgamento está sendo tão grande que a presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia, decidiu gravar um pronunciamento no qual pede “serenidade” e respeito às divergências políticas.
Como pano de fundo ao recurso de Lula, está a definição sobre se a pena de prisão pode ser iniciada após a condenação em segunda instância, e o STF recebeu, também nesta semana, manifestos de setores do Judiciário contrários e favoráveis à tese adotada pelo tribunal em 2016.
A sessão de julgamento está marcada para as 14h e será transmitida ao vivo, aqui pelo Weese.
Reforços na segurança
O julgamento também colocou os órgãos de segurança em alerta. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) informou que são esperados cerca de 20 mil manifestantes na região da Esplanada dos Ministérios, próximo à Praça dos Três Poderes, onde está a sede do STF.
Os atos terão grupos a favor da prisão do líder do PT e também em defesa da liberdade do ex-presidente. O trânsito na região está bloqueado desde a 0h desta quarta-feira.
A Polícia Militar pretende isolar os dois lados da manifestação por meio de um cordão de policiais e de uma grade de 1,20 metro de altura instalada no gramado ao centro da Esplanada.
No sentido Rodoviária-Congresso, os apoiadores de Lula ficarão à esquerda, e os manifestantes contrários ao petista, à direita. A ideia é que os manifestantes só tenham acesso até a alameda das Bandeiras, um pouco antes do Congresso Nacional.
Haverá linhas de revista montadas pelos policiais e objetos como fogos de artifício, sprays, bonecos infláveis grandes e produtos inflamáveis estão proibidos. Carros de som foram liberados, num máximo de três em cada campo do protesto.
Os atos no dia do julgamento de Lula devem ser a parte mais visível na escalada da pressão sobre o STF nesta semana.



























