
Em outubro deste ano, 627 quilômetros quadrados (km2) foram desmatados na Amazônia Legal, uma redução de 22% em relação a outubro de 2021, quando a devastação atingiu 803 quilômetros quadrados.
Somente em Mato Grosso, respondeu por 11% do total, com 69 km2 desmatados no mesmo período.
Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.
Segundo o Imazon, Pará liderou o desflorestamento detectado em outubro passado, com 351 km (56%) derrubados, seguido do Amazonas (12%).
O Acre (9%) aparece em quarto lugar no ranking, seguido de Rondônia (6%), Roraima (3%) e Maranhão (3%).
Terceiro no ranking, Mato Grosso obteve uma redução de 21% no desmatamento, se comparado a outubro de 2021, quando a área destruída atingiu 87 km2.
As Terras Indígenas (TI) Manoki, que fica em Brasnorte (579 km a Noroeste de Cuiabá) e Urubu Branco, em Confresa (1.160 km a Nordeste da Capital), aparecem entre as 10 mais atingidas, com 4 km2 e 9km2 respectivamente destruídos.
Apesar da redução, o Imazon aponta que o desflorestamento segue avançando em ritmo acelerado na Amazônia.
De janeiro a outubro deste ano, foram derrubados quase 10 mil km² de floresta, o equivalente a mais de seis vezes a cidade de São Paulo.
Além disso, a derrubada da floresta está se aproximando da região Norte do Pará, onde está o maior bloco de áreas protegidas no mundo.
Uma delas é a Floresta Estadual do Paru, que ficou em 5° lugar no ranking das unidades de conservação mais desmatadas na Amazônia.
Outro problema apontado pelo monitoramento do instituto foi a alta na degradação florestal causada pelas queimadas e pela exploração madeireira.
Diário de Cuiabá




























