
É “normal” contar aquela mentirinha para agradar ou para se livrar de uma situação de constrangimento. O perigo está na condição em que o indivíduo passa a mentir compulsivamente, falseando a própria realidade ao ponto de transformar isso em uma patologia.
Conforme o médico psicoterapeuta, Kristian Barros, essa doença mental se chama mitomania.
“A pessoa começa a mentir frequentemente para maquiar a própria imagem social. Na maioria dos casos a mitomania está relacionada a quadros baixa autoestima e insegurança. Só que ninguém consegue sustentar muitas mentiras por muito tempo e, nem enganar a todos. E, isso gera desgastes nas relações, faz com que o indivíduo perca a credibilidade e até deixa o sujeito estigmatizado”, explica o profissional.
Por isso, é importante diferenciar a mitomania de outros modos de recorrer a inverdade dos fatos. Segundo o doutor Kristian, o principal diferencial está na intenção do sujeito.
“Quem sofre com a mitomania não conta mentiras na intenção de prejudicar outras pessoas. O problema é que embora o individuo tenha consciência que está mentindo, ele não percebe que essa constância se transformou em um vício e, que ele não consegue mais manter interações sociais sem mentir”, detalha o médico.
Mas, é importante ficar ciente que a mitomania tem cura, desde que seja feito o tratamento adequado. O tratamento, geralmente, são sessões psiquiátricas e psicológicas, para que o profissional consiga entender o motivo das mentiras e recomendar mudanças de hábitos.
Para saber mais ou agendar um horário, o médico psicoterapeuta Kristian Barros (CRM/MT 8079), atende no Hospital Dois Pinheiros. Contato: (66) 99611-3544.



























