
O Centro-Oeste brasileiro volta a registrar uma condição típica desta época do ano: tempo seco, calor intenso e pouca chuva. Depois de um período de instabilidade que trouxe temporais, ventos fortes e até granizo em algumas localidades, a tendência para os próximos dias é de predomínio do ar seco sobre a região.
Segundo a meteorologista Geovana Barbosa, as chuvas registradas nos últimos dias foram uma exceção para o período. “A região Centro-Oeste nessa época do ano é extremamente seca. Não são esperados grandes volumes de chuva, como aconteceu na última semana. Foi realmente um caso à parte”, explicou.
A previsão indica que a maior parte de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul deve permanecer sem chuva ao longo da semana. Apenas na sexta-feira uma nova área de instabilidade avança pelo Sul do país e alcança parte do Centro-Oeste, mas com volumes limitados.
Mesmo onde há previsão de precipitação, os acumulados são considerados baixos para trazer benefícios significativos ao campo. Em áreas próximas a Cuiabá, por exemplo, os volumes previstos variam entre 2 e 4 milímetros.
“Esses milímetros não representam aquela chuva agrícola que faz diferença para a lavoura. São volumes muito pequenos para uma região que já enfrenta altas temperaturas e pouca umidade”, destacou Geovana.
Calor de até 38°C
Se a chuva será escassa, o calor será o principal destaque da semana. As temperaturas mais elevadas devem se concentrar no norte de Mato Grosso e em Goiás, onde os termômetros podem alcançar entre 36°C e 38°C.
Municípios como Querência, Sinop, Porangatu, Mozarlândia e São Miguel do Araguaia aparecem entre as áreas com maior potencial para registrar calor intenso.
“A temperatura pode chegar a 38°C em algumas localidades. É um calor muito forte, principalmente porque está associado à falta de chuva e à baixa umidade do ar”, afirmou a meteorologista.
Em Goiás, a combinação entre calor e ar seco chama atenção. Em Goianésia, por exemplo, as máximas devem permanecer entre 32°C e 33°C durante toda a semana, enquanto a umidade relativa do ar pode cair para valores próximos de 20%.
Segundo Geovana, essas condições exigem atenção não apenas do setor produtivo, mas também da população. “É uma umidade muito baixa, com calor excessivo. Não é nem recomendado realizar atividades ao ar livre nas horas mais quentes do dia”, alertou.
Andréia Marques | Notícias Agrícolas



























