A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou nesta quinta-feira a previsão de produção de etanol do Brasil no ciclo em 2026/27 para 41,88 bilhões de litros, com expectativa de um crescimento na fabricação do biocombustível de milho e de cana-de-açúcar, enquanto a agência estatal reduziu mais estimativa para o açúcar.
O novo número da Conab representa um aumento de mais de 1 bilhão de litros no comparativo com a projeção divulgada ao final de abril, que já estava em patamar recorde, com o etanol de cana contribuindo com cerca de 700 milhões de litros, enquanto o de milho registrando um avanço adicional de quase 500 milhões de litros.
Na comparação com o ciclo passado, o crescimento esperado é de 11,7%, disse a Conab citando um mercado mais favorável ao etanol em relação ao açúcar — o que se reflete na alocação de cana –, além da continuidade da expansão da indústria de milho.
A estimativa é de se produzir 29,98 bilhões de litros de etanol oriundo de cana, aumento anual de 9,7%. No caso do biocombustível de milho, a previsão é um crescimento de 17% anual, para 11,91 bilhões de litros.
REDUÇÃO NO AÇÚCAR
A Conab reduziu sua projeção para a safra de cana-de-açúcar 2026/27 para 705,2 milhões de toneladas, ante 709,1 milhões de toneladas projetadas anteriormente.
Ainda assim, isso representará um aumento de 4,7% da produção nacional de cana frente à safra anterior, refletindo tanto um aumento na área colhida, quanto a melhora da produtividade média nacional.
Mas o corte na projeção de cana em relação a abril levou a Conab a prever uma produção ainda mais baixa de açúcar, para 42,9 milhões de toneladas, contra 43,95 milhões anteriormente, e uma diminuição de 2,9% em relação à safra passada.




























