A Prefeitura de Sinop lançou a campanha “Amor não causa dor”, com o objetivo de prevenir o feminicídio e a violência contra a mulher. A iniciativa é da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Patrulha Maria da Penha, Procuradoria da Mulher, forças de segurança e entidades do município representadas pela União das Entidades de Sinop (Unesin).
A campanha dá continuidade a um trabalho que vem sendo desenvolvido há anos no município, como desdobramento da campanha federal “Não é Não”, e ganha reforço neste período que antecede o carnaval — época em que, historicamente, os índices de violência contra a mulher costumam aumentar. O evento de lançamento aconteceu na última sexta-feira (30), no auditório da Secretaria de Administração e Modernização.
Em 2025, Mato Grosso registrou 52 feminicídios, sendo seis deles em Sinop, o que colocou o município no primeiro lugar desse triste ranking estadual. Conforme destacou a presidente da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Eliane dos Santos, a demanda por atendimento às vítimas tem crescido. “Aumentou o número de mulheres que atendemos, que buscam ajuda e que passam a ser acompanhadas. Quando falamos em atendimento integral, por todos os integrantes da Rede, estamos falando de mulheres que, talvez, não tenham sido mortas justamente por causa desse cuidado e desse acolhimento, a partir do momento em que fazem a denúncia”, afirmou.
A campanha “Amor não causa dor” contará com adesivos para veículos, como símbolo de apoio e conscientização; cartazes de orientação e acolhimento, que serão afixados em bares, restaurantes, lojas, supermercados e outros estabelecimentos de grande circulação; além de uma cartilha orientativa que aborda as diversas formas de violência — física, sexual, psicológica, moral, patrimonial, virtual e política de gênero.
O prefeito Roberto Dorner participou do lançamento da campanha, parabenizou o empenho das instituições envolvidas e destacou as ações da atual gestão em defesa das mulheres. “Temos realizado ações concretas, como a lei que sancionamos proibindo a nomeação de agressores de mulheres no Executivo Municipal. As mulheres têm valor, são competentes e precisam ser respeitadas. Não é por acaso que nossa gestão conta com muitas mulheres à frente de secretarias e diretorias”, ressaltou.
A secretária municipal de Assistência Social, Sineia Abreu, reforçou a importância de que as vítimas formalizem as denúncias. “Em Sinop nós temos uma rede estruturada e que funciona, não apenas no Poder Público, mas com todas as entidades envolvidas. Contamos com Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, além das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Educação, que atuam de forma integrada em ações preventivas para evitar que essa mulher continue sofrendo violência”, enfatizou.
A responsável pela CPPM, professora Branca, destacou a importância do trabalho conjunto entre as instituições da Rede de Proteção à Mulher. “Precisamos estar unidas. Convidamos todas as forças de segurança, a sociedade organizada, representantes de bares e restaurantes, associações de mulheres e secretários. É um pedido do nosso gestor, Roberto Dorner, para que estejamos imbuídos de força e trabalho, com o objetivo de sair desse pódio de primeiro lugar em feminicídio”, afirmou.
Representando as entidades de Sinop, a diretora-executiva da Unesin, Dani Melhorança, reforçou o apoio do setor empresarial à campanha. “Empresários e lideranças precisam ser os primeiros a se conscientizar, identificar os sinais da violência e lutar contra isso. É com todos engajados que conseguimos salvar vidas e evitar o feminicídio”, declarou.
A vereadora Sandra Donato, procuradora da Mulher no Legislativo de Sinop – representando a Câmara de Vereadores, destacou a parceria do parlamento na defesa da mulher. “Nosso principal objetivo é resgatar vidas. A agressão não acontece apenas no ato; ela começa muito antes. Muitas mulheres sofrem dentro de casa, mas, por vergonha ou medo, não procuram ajuda. Com esse movimento que estamos levando aos bairros, temos conseguido aproximar essas mulheres, incentivar as denúncias e ajudá-las a romper com relacionamentos abusivos”, pontuou.
Weslley Mtchaell | Prefeitura de Sinop



























